A partir daqui começa a produção de textos.
Começaremos com a entrevista. Depois, a história em quadrinhos, charge, vídeo e, por último, resenha crítica.
Foram feitas três entrevistas com a finalidade de mostrar a pluralidade cultural com relação ao gosto musical e ao que as pessoas entendem por música.Segue abaixo:
Primeira Entrevista
1- Quais os estilos de música que você gosta?
"Eu gosto muito de rock( folk rock,post rock, indie e progressivo), gosto muito de musica brasileira,principalmente clube da esquina e outros movimentos de vanguarda, de um modo geral gosto muito de bossa nova, samba,baião, e as manifestações de musica popular brasileira. Jazz e Blues também estão na minha lista de preferências e referencias".
2- Você gosta de algum tipo de música regionalista? Se sim, porque você acha q se identifica com ela?
"Sim, me identifico pq me identifico com o sertão, essa musica representa ideologicamente toda a minha raiz, a raiz do meu povo, minha cultura que herdei por herança.Desde criança acompanha a folia de reis e outras musicas ligadas ao cancioneiro popular, adoro o congo trazido da África alem de manifestações como o Baião, forró e outros. De uma maneira singular, essa musica carrega o sentimento do lugar onde cresci, e isso é importante pq contempla um dos sentidos da musica, a expressão".
3- Você gosta de música clássica? O que você acha da música clássica?
"Gosto muito de música Erudita, ou clássica. Mas gosto dos compositores eruditos, esses marcaram toda a musica com suas obras detalhadas, e complexas. Gosto da musica mas acho que há um problema em considerar essa musica como as melhores obras. O Que foi popular, só se transformou em clássico pelo tempo, em sua época eram canções populares. Concluindo, gosto da musica clássica, mas não como referencia única e genuína, mas como outra referencia qualquer".
4- Qual musica você conhece da música clássica?
"Conheço muitas obras de compositores como Mozart, Bethoven, Chopin, Schubert, Lorenzo Fernandes, Guerra Peixe , Alberto Nepomuceno, entre muitos outros... "
5- O que define para você uma música ser clássica?
"Clássica para mim, só me faz referencia ao classicismo, período da historia da musica antiga. Musica clássica para mim é aquela do período clássico.Gosto de chamar de musica erudita aquela produzida por grandes nomes da musica, e em seguida a referencia aos períodos. Mas de uma forma geral também entendo quando há referencias de musica erudita como sendo musica clássica".
6- O que é música erudita para você?
"Musica erudita, é aquela realizada por alguém com alto grau de erudição, ou seja de estudo em determinado assunto.Eu divido a musica entre períodos, e quanto ao sentido da musica. Não existe diferença para mim entre Chico Buarque de Holanda e Guerra Peixe, por exemplo. Há diferenças estéticas, históricas, alguns de importância histórica e cultural.Mas em geral, musica erudita é a musica realizada por alguém que estudou e tem teor de conhecimento".
7- Existe música ruim e música boa para você?
"Sim. Existe musica boa e ruim, em dois aspectos o primeiro é se contempla o objetivo dela, se for uma musica para vender e se essa é vendida, então é uma boa musica, é esse o argumento usado por produtores por exemplo, se é uma musica para expressar um sentimento de perda para outros e os outros ouvindo se emocionam, isso é uma boa musica para mim. Mas tem um segundo ponto, que é o pessoal, algumas coisas soam melhores, e algumas idéias são mais espertas e mais bonitas, mas isso é um ponto de vista pessoal, é o que me agrada. Por exemplo moro aqui na Áustria, costumo a ir a concertos de musica erudita, e popular e costumo estar em contato com diversas musicas de diversos lugares do mundo . Tem musicas que por mais que sejam chatas, elas conseguem vender, até aqui no país da musica erudita, onde Mozart nasceu Schubert ,entre outros, o povo escuta mais musica pop, cultura de massa .Apenas há uma diferença que aqui os jovens tem mais acesso a musica erudita, a concertos e nas escolas se dão mais valor a musica o que afeta a vida da população para melhor usam vez que a musica ajuda no desenvolvimento de diversas habilidades além de ser um fato de interação social".
8- O que seria uma música ruim e o que seria uma música boa para você?
"Por exemplo, até na musica erudita tem muitas peças que são muito bem compostas, mas não me agradam, esse é um fator pessoal de análise.Eu costumo gostar de musicas menos popularescas. Apesar de gostar muito também do que é bem populartoda a musica vai ser muito bem escrita ou não, ter uma boa idéia ou não, basta analisar qual foi o sentido dela, o que se queria contemplar com essa musica".
Segunda Entrevista
1- Quais os estilos de música que você gosta?
"Reggae e Rock n Roll".
2- Você gosta de algum tipo de música regionalista? Se sim, porque você acha q se identifica com ela?
"Po gosto.. a musica daki é oq? Rock' n roll né ! Moramos na capital do rock!"
3- Você gosta de música clássica? O que você acha da música clássica?
"Música clássica , vejo que é " bem tocada " , mas na minha opiniao é musica pra dormir, nao sinto a vibraçao, a emoçao de uma boa musica".
4- Qual musica você conhece da música clássica?
"Beethoven? "
5- O que define para você uma música ser clássica?
"po, sei lá! Po, eu acho q é nome dado à principal variedade de música produzida ou enraizada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental, que abrange um período amplo que vai aproximadamente do século IX até o presente."
6- O que é música erudita para você?
"Musica erudita é o mesmo de música clássica".
7- Existe música ruim e música boa para você?
"Sim. Música boa é o que é bem tocada , ou com uma boa letra e q me faça ouvir."
8- O que seria uma música ruim e o que seria uma música boa para você?
"Musica boa é o q é bem tocada , ou com uma boa letra e q me faça ouvir. Musica ruim = sem musicalidade, letras idiotas e sempre no msm ritmo tosco."
Terceira Entrevista
1- Quais os estilos de música que você gosta?
"Rock,reggae,pagode,pop."
2-Você gosta de algum tipo de música regionalista? Se sim, porque você acha q se identifica com ela?
"Não."
3- Você gosta de música clássica? O que você acha da música clássica?
"Não muito."
4- Qual musica você conhece da música clássica?
"Não lembro o nome de nenhuma."
5- O que define para você uma música ser clássica?
"Os instrumentos utilizados".
6- O que é música erudita para você?
"Música clássica."
7- Existe música ruim e música boa para você?
"Observo as letras, e assim defino se é boa a música. Acho que existe gosto musical."
8- O que seria uma música ruim e o que seria uma música boa para você?
"Uma musica boa seria aquela que tem conteúdo na letra e com um toque agradável. E ruim seria o contrario, músicas vagas, com a repetição de apenas uma frase. "
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Música Popular Brasileira
Diversidade Musical Brasileira
Esse vídeo mostra a riqueza e a diversidade musical nos diversos estados brasileiros.
Música Erudita
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=G4YngQ49dSw acessado em 23/11/09 às 20:51.
Jazz Brasileiro
Brasileiros tocando jazz!
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=LLNJmAdiUkk&feature=PlayList&p=42CCC17C98BA33A1&playnext=1&playnext_from=PL&index=6 acessado em 23/11/09 às 19:45.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=LLNJmAdiUkk&feature=PlayList&p=42CCC17C98BA33A1&playnext=1&playnext_from=PL&index=6 acessado em 23/11/09 às 19:45.
O Brasil do Jazz
Thaís Cieglinski
Da equipe do Correio
Mas se não há como negar a existência de um jazz genuinamente brasileiro, difícil mesmo é tentar defini-lo. ‘‘Podemos falar num jazz brasileiro na medida em que os nossos melhores músicos sempre souberam misturar de maneira muito interessante o jazz de origem norte-americana com ritmos como o samba, o baião e outros’’, avalia Sérgio Karam, saxofonista e autor do livro Guia do Jazz (L&PM). O pesquisador e crítico musical Zuza Homem de Melo arrisca outra explicação ‘‘Toda a música instrumental brasileira que permite o improviso é jazz.’’
Abrangente, o conceito permite colocar no mesmo balaio a bossa nova, o choro e a própria MPB. Seguindo esse raciocínio é possível também agrupar, sem traumas, músicos como o saxofonista Victor Assis Brasil, o multiinstrumentista Egberto Gismonti, o percussionista Naná Vasconcelos e o compositor e saxofonista Moacir Santos. O último, aliás, um dos homenageados do Quatro Tempos Brasil Jazz, é presença garantida nas listas dos melhores feitas por críticos e também por músicos brasileiros. Concebido por Zé Nogueira e Mário Adnet, o espetáculo Ouro Negro terá sua última apresentação hoje no CCBB. ‘‘Tentamos fazer um resgate dos arranjos de Moacir, que é, sem dúvida, um dos maiores músicos brasileiros’’, justifica Zé Nogueira.
Disponível em: http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020804/pri_cul_040802_226.htm acessado em 23/11/09 às 16:49hs.
Da equipe do Correio
Mas se não há como negar a existência de um jazz genuinamente brasileiro, difícil mesmo é tentar defini-lo. ‘‘Podemos falar num jazz brasileiro na medida em que os nossos melhores músicos sempre souberam misturar de maneira muito interessante o jazz de origem norte-americana com ritmos como o samba, o baião e outros’’, avalia Sérgio Karam, saxofonista e autor do livro Guia do Jazz (L&PM). O pesquisador e crítico musical Zuza Homem de Melo arrisca outra explicação ‘‘Toda a música instrumental brasileira que permite o improviso é jazz.’’
Abrangente, o conceito permite colocar no mesmo balaio a bossa nova, o choro e a própria MPB. Seguindo esse raciocínio é possível também agrupar, sem traumas, músicos como o saxofonista Victor Assis Brasil, o multiinstrumentista Egberto Gismonti, o percussionista Naná Vasconcelos e o compositor e saxofonista Moacir Santos. O último, aliás, um dos homenageados do Quatro Tempos Brasil Jazz, é presença garantida nas listas dos melhores feitas por críticos e também por músicos brasileiros. Concebido por Zé Nogueira e Mário Adnet, o espetáculo Ouro Negro terá sua última apresentação hoje no CCBB. ‘‘Tentamos fazer um resgate dos arranjos de Moacir, que é, sem dúvida, um dos maiores músicos brasileiros’’, justifica Zé Nogueira.
Disponível em: http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020804/pri_cul_040802_226.htm acessado em 23/11/09 às 16:49hs.
domingo, 22 de novembro de 2009
O Choro em Brasília
Loucos por chorinho
O clube do choro de Brasília, que completa 25 anos em setembro, reúne uma eclética legião de freqüentadores: de autoridades e diplomatas estrangeiros a fãs anônimos.
Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
O Clube do Choro virou programa obrigatório para muitos brasilienses. Há quem não perca por nada as apresentações de alguns dos mais importantes instrumentistas brasileiros, na salinha ao lado do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, no Eixo Monumental. Os shows acontecem de quartas a sextas-feiras.
Graeff descobriu o Clube do Choro há seis anos e, desde então, se tornou espectador assíduo dos shows que acontecem ali. ‘‘Não tenho dúvida de que se trata de uma das melhores coisas que se tem para fazer em Brasília. Pode até ser que no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York ou Londres tenha algo igual, mas superior, não creio’’, derrama-se em elogios.
Impressiona ao assessor de Fernando Henrique a quantidade de jovens que freqüentam o clube e o interesse que eles têm pelo chorinho. Estudante de Artes Cênicas da Universidade de Brasília, Caísa Tibúrcio só deixa de ver os shows quando está estudando para provas. ‘‘Sou apreciadora da música brasileira e aqui costumam se apresentar alguns dos nossos maiores instrumentistas. Curtir o show de um cara como Hermeto Pascoal, que já se apresentou aqui algumas vezes, por exemplo, é um privilégio’’, observa.

Disponível em:http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020422/vid_mat_220402_315.htm acessado em 21/11/2009 às 17:10.
O clube do choro de Brasília, que completa 25 anos em setembro, reúne uma eclética legião de freqüentadores: de autoridades e diplomatas estrangeiros a fãs anônimos.
Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
O Clube do Choro virou programa obrigatório para muitos brasilienses. Há quem não perca por nada as apresentações de alguns dos mais importantes instrumentistas brasileiros, na salinha ao lado do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, no Eixo Monumental. Os shows acontecem de quartas a sextas-feiras.
Graeff descobriu o Clube do Choro há seis anos e, desde então, se tornou espectador assíduo dos shows que acontecem ali. ‘‘Não tenho dúvida de que se trata de uma das melhores coisas que se tem para fazer em Brasília. Pode até ser que no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York ou Londres tenha algo igual, mas superior, não creio’’, derrama-se em elogios.
Impressiona ao assessor de Fernando Henrique a quantidade de jovens que freqüentam o clube e o interesse que eles têm pelo chorinho. Estudante de Artes Cênicas da Universidade de Brasília, Caísa Tibúrcio só deixa de ver os shows quando está estudando para provas. ‘‘Sou apreciadora da música brasileira e aqui costumam se apresentar alguns dos nossos maiores instrumentistas. Curtir o show de um cara como Hermeto Pascoal, que já se apresentou aqui algumas vezes, por exemplo, é um privilégio’’, observa.

Disponível em:http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020422/vid_mat_220402_315.htm acessado em 21/11/2009 às 17:10.
sábado, 21 de novembro de 2009
MPB - Música Popular Brasileira
Pode-se dizer que MPB surgiu ainda no período colonial brasileiro, a partir da mistura de vários estilos. Entre os séculos XVI e XVIII, misturou-se em nossa terra, as cantigas populares, os sons de origem africana, fanfarras militares, músicas religiosas e músicas eruditas européias. Também contribuíram, neste caldeirão musical, os indígenas com seus típicos cantos e sons tribais. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta. Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do rock e o samba, dando origem a um estilo conhecido como samba-rock, a do música pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros, e no fim da década de 1990 a mistura da música latina influenciada pelo reggae e o samba, dando origem a um gênero conhecido como Swingue. Para os apreciadores da MPB,é feita a sugestão de um site onde se encontra os maiores sucessos da MPB, atuais e antigos.Um prazer aos ouvidos!
Disponível em: http://www.mpbfm.com.br acessado em 21/11/2009 às 18:03.
Abaixo, MPB - Águas de Março, do compositor Tom Jobim e cantada aqui por Elis Regina, música de grande repercussão, nomeada em 2001 como a melhor canção brasileira de todos os tempos em uma pesquisa de 214 jornalistas brasileiros, músicos e outros artistas do Brasil conduzida pelo jornal Folha de São Paulo.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=WaU0gDSmi84 acessado em 17/11/2009 às 10:30hs.
Disponível em: http://www.mpbfm.com.br acessado em 21/11/2009 às 18:03.
Abaixo, MPB - Águas de Março, do compositor Tom Jobim e cantada aqui por Elis Regina, música de grande repercussão, nomeada em 2001 como a melhor canção brasileira de todos os tempos em uma pesquisa de 214 jornalistas brasileiros, músicos e outros artistas do Brasil conduzida pelo jornal Folha de São Paulo.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=WaU0gDSmi84 acessado em 17/11/2009 às 10:30hs.
domingo, 15 de novembro de 2009
A Música do Brasil
Como vimos, a imigração dos povos portugueses, indígenas, alemães, italianos, africanos, entre outros ao Brasil, ajudaram a construir o cenário cultural brasileiro, no que diz respeito à culinária, dança, sotaques, vestimentas, entre outros. A seguir, vamos nos aprofundar em um dos elementos compositores da nossa cultura que é a música. Para entendermos melhor o processo de formação da música brasileira, precisamos saber como tudo começou. A seguir, a história de formação da música brasileira.
A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e os escravos. Até o século XIX, Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente européia. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX.
Com o crescente intercâmbio cultural com outros países, elementos musicais se tornariam importantes, como foi o caso da voga operística italiana e francesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origem espanhola, e as valsas e polcas germânicas e o jazz norteamericano no século XX, que encontraram todos um fértil terreno no Brasil para enraizamento e transformação.
Com grande participação negra, a música popular desde fins do século XVIII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira.
Nas postagens posteriores, conheceremos melhor sobre a música erudita,popular e tradicional ou folclórica.
Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e os escravos. Até o século XIX, Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente européia. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX.Com grande participação negra, a música popular desde fins do século XVIII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira.
Nas postagens posteriores, conheceremos melhor sobre a música erudita,popular e tradicional ou folclórica.
Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
Música Erudita
A Música Erudita ou Clássica no Brasil dos primeiros séculos de colonização portuguesa, vinculava-se estritamente à Igreja e à catequese. Com o passar do tempo, irmandades de música, salas de concerto e manuscritos brasileiros vão traçando o perfil de uma atividade crescente no país, onde pontificaram nomes como Antônio José da Silva, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Caetano de Mello Jesus, entre outros.
Com a chegada de D. João VI no Brasil, houve um grande impulso às atividades musicais e José Maurício Nunes Garcia destacou-se como o primeiro grande compositor brasileiro. Mas mesmo assim, ainda no século 19, falar em música erudita brasileira era motivo de riso, num período totalmente dominado pelos mestres italianos (com esporádicas contribuições de alemães e franceses).
Foi somente com Villa-Lobos que a música nacionalista no Brasil introduziu-se e consolidou-se pra valer.
Nessa época, ignorava-se compositores como Alberto Nepomuceno e Brasílio Itiberê da Cunha, exatamente por causa da excessiva brasilidade de suas composições, e admitia-se Carlos Gomes graças ao sucesso europeu.
É a partir de Villa-Lobos que o Brasil descobre a música erudita e o país passa, desde então, a produzir talentos em série: Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, entre outros.
Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
Com a chegada de D. João VI no Brasil, houve um grande impulso às atividades musicais e José Maurício Nunes Garcia destacou-se como o primeiro grande compositor brasileiro. Mas mesmo assim, ainda no século 19, falar em música erudita brasileira era motivo de riso, num período totalmente dominado pelos mestres italianos (com esporádicas contribuições de alemães e franceses).
Foi somente com Villa-Lobos que a música nacionalista no Brasil introduziu-se e consolidou-se pra valer.
Nessa época, ignorava-se compositores como Alberto Nepomuceno e Brasílio Itiberê da Cunha, exatamente por causa da excessiva brasilidade de suas composições, e admitia-se Carlos Gomes graças ao sucesso europeu.
É a partir de Villa-Lobos que o Brasil descobre a música erudita e o país passa, desde então, a produzir talentos em série: Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, entre outros.
Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
Música Popular

A MPB – Música Popular Brasileira, surgiu exatamente em um momento de declínio da Bossa Nova, surgido na segunda metade da década de 1950. Influenciado pelo jazz norte-americano, a Bossa Nova deu novas marcas ao samba tradicional.
Mas já na primeira metade da década de 1960, a bossa nova passaria por transformações e, a partir de uma nova geração de compositores, o movimento chegaria ao fim já na segunda metade daquela década. Uma canção que marca o fim da bossa nova e o início daquilo que se passaria a chamar de MPB é Arrastão, de Vinícius de Moraes e Edu Lobo .Era o início do que se rotularia como MPB, um gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira durante as décadas seguintes. A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada e uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez é difícil defini-la.
Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
Música Folclórica
A música tradicional ou folclórica, é um gênero constituído por expressões musicais mais ou menos imutáveis, transmitidas de geração em geração em zonas onde os modernos meios de comunicação e o mercado de consumo ainda não exercem decisivamente sua influência diluidora. Estas expressões se encontram na maior parte das vezes ligadas a festividades, lendas e mitos característicos de cada região, e podem preservar influências arcaicas, onde são detectáveis traços medievais europeus ou indígenas e negros muito antigos, ou de elementos étnicos específicos quando pertencem a regiões de imigração de populações de fora do Brasil, como ocorre no Rio Grande do Sul, que recebeu grandes levas de italianos, açorianos e alemães.Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.
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