Thaís Cieglinski
Da equipe do Correio
Mas se não há como negar a existência de um jazz genuinamente brasileiro, difícil mesmo é tentar defini-lo. ‘‘Podemos falar num jazz brasileiro na medida em que os nossos melhores músicos sempre souberam misturar de maneira muito interessante o jazz de origem norte-americana com ritmos como o samba, o baião e outros’’, avalia Sérgio Karam, saxofonista e autor do livro Guia do Jazz (L&PM). O pesquisador e crítico musical Zuza Homem de Melo arrisca outra explicação ‘‘Toda a música instrumental brasileira que permite o improviso é jazz.’’
Abrangente, o conceito permite colocar no mesmo balaio a bossa nova, o choro e a própria MPB. Seguindo esse raciocínio é possível também agrupar, sem traumas, músicos como o saxofonista Victor Assis Brasil, o multiinstrumentista Egberto Gismonti, o percussionista Naná Vasconcelos e o compositor e saxofonista Moacir Santos. O último, aliás, um dos homenageados do Quatro Tempos Brasil Jazz, é presença garantida nas listas dos melhores feitas por críticos e também por músicos brasileiros. Concebido por Zé Nogueira e Mário Adnet, o espetáculo Ouro Negro terá sua última apresentação hoje no CCBB. ‘‘Tentamos fazer um resgate dos arranjos de Moacir, que é, sem dúvida, um dos maiores músicos brasileiros’’, justifica Zé Nogueira.
Disponível em: http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020804/pri_cul_040802_226.htm acessado em 23/11/09 às 16:49hs.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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