domingo, 15 de novembro de 2009

A Música do Brasil

Como vimos, a imigração dos povos portugueses, indígenas, alemães, italianos, africanos, entre outros ao Brasil, ajudaram a construir o cenário cultural brasileiro, no que diz respeito à culinária, dança, sotaques, vestimentas, entre outros. A seguir, vamos nos aprofundar em um dos elementos compositores da nossa cultura que é a música. Para entendermos melhor o processo de formação da música brasileira, precisamos saber como tudo começou. A seguir, a história de formação da música brasileira.

A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e os escravos. Até o século XIX, Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente européia. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX.
Com o crescente intercâmbio cultural com outros países, elementos musicais se tornariam importantes, como foi o caso da voga operística italiana e francesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origem espanhola, e as valsas e polcas germânicas e o jazz norteamericano no século XX, que encontraram todos um fértil terreno no Brasil para enraizamento e transformação.
Com grande participação negra, a música popular desde fins do século XVIII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira.
Nas postagens posteriores, conheceremos melhor sobre a música erudita,popular e tradicional ou folclórica.

Fonte: Mariz, Vasco. História da Música no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada.

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